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O que muda quando a calculadora entra com intenção na aula de Matemática? Se você é professor ou professora de Matemática, é bem possível que essa ideia já tenha passado pela sua cabeça em algum momento.
A intenção estava ali. A BNCC fala do uso de tecnologia, a escola incentiva, os alunos já usam calculadora fora da sala de aula. Em algum ponto, trazer esse recurso para a aula pareceu fazer sentido.
O problema é que, na prática, a experiência nem sempre corresponde à expectativa.
A aula segue, o aluno chega à resposta, mas a compreensão não se aprofunda como você esperava. Fica aquela sensação incômoda de que o esforço de planejar foi maior do que o ganho pedagógico obtido.
E, diante disso, é comum concluir que talvez a calculadora não ajude tanto assim.
Mas essa conclusão costuma esconder algo mais profundo. Na maioria das vezes, o problema não está na ferramenta em si, mas na forma como ela se articula com o conteúdo que se quer ensinar e com a estratégia didática adotada em sala.
Quando falamos de tecnologia na educação, há um aspecto pouco discutido: o lugar do professor nesse cenário.
É ele quem precisa tomar as decisões mais difíceis. Decidir quando usar a calculadora, por que usá-la e com qual objetivo de aprendizagem. Garantir que a tecnologia não substitua o pensamento matemático, mas o amplie.
Tudo isso em um contexto de pouco tempo para planejar, múltiplas demandas e pressão constante por resultados.
Nesse cotidiano, algumas tensões aparecem com frequência.
A aula pode acabar se tornando excessivamente procedimental: o aluno executa etapas, segue um caminho, mas tem dificuldade de explicar o que está fazendo ou por que aquele procedimento faz sentido.
Quando o professor tenta abrir espaço para discussão, percebe que ela não se sustenta, porque falta base conceitual para argumentar.
Surge também uma dúvida muito concreta: em que momento a calculadora entra?
No início, como apoio à exploração de uma ideia?
No meio, para testar ou validar estratégias?
Ou apenas no final, como conferência de resultados?
A BNCC aponta direções, mas não entrega o “como”. A escola cobra coerência pedagógica. E o professor precisa equilibrar tudo isso dentro de uma aula real, com alunos reais.
É justamente aí que uma mudança de olhar começa a fazer diferença.
A calculadora científica não foi pensada para eliminar o raciocínio matemático. Pelo contrário: ela pode criar espaço para que esse raciocínio aconteça com mais qualidade.
Quando o aluno não precisa concentrar toda a sua energia em cálculos longos e repetitivos, ele consegue olhar para o problema com mais atenção. Passa a testar hipóteses, comparar estratégias, revisar decisões e refletir sobre os caminhos escolhidos.
Com isso, o foco da aula começa a mudar.
Em vez de apenas chegar a um número, o aluno passa a discutir o percurso. Em vez de repetir um procedimento, precisa justificar escolhas. A pergunta deixa de ser apenas “deu certo?” e passa a ser “isso faz sentido dentro do problema?”
Esse deslocamento não acontece automaticamente. Ele depende da forma como o professor organiza a atividade, das perguntas que propõe e do papel que atribui à calculadora naquele contexto específico.
Ensinar com calculadora, portanto, não significa reduzir o nível matemático da aula. Significa qualificar o tipo de pensamento que ela promove.
Um ponto importante nesse processo é evitar uma armadilha bastante comum: começar pelo recurso. Perguntar “o que essa calculadora faz?” quase sempre leva a um uso superficial.
Uma pergunta muito mais produtiva é outra: o que eu quero que meu aluno compreenda ao final dessa aula?
Quando o professor parte do conceito matemático que está em jogo, as escolhas começam a fazer sentido. A estratégia didática se desenha com mais clareza: o que o aluno fará antes da atividade, durante a exploração e depois, no momento de sistematizar?
Em quais momentos ele precisará argumentar? Onde a tecnologia pode ajudar a visualizar, testar ou validar ideias?
Nesse cenário, a calculadora entra como parte da estratégia, e não como um elemento externo. Há momentos em que ela é essencial para a aprendizagem. Há outros em que não é necessária.
Saber fazer essa distinção também é parte do trabalho docente. A tecnologia, nesse sentido, não dita a aula; ela responde a uma necessidade pedagógica concreta.
Foi a partir dessa compreensão que surgiram os planos de aula desenvolvidos pela Casio.
Eles não nasceram de listas de funções da calculadora, mas de perguntas muito próximas da realidade do professor. Onde os alunos costumam ter dificuldade de avançar? Em quais momentos a aula tende a se tornar mecânica? Onde o tempo é consumido sem gerar compreensão?
Cada plano parte de uma situação-problema que faz sentido para o aluno. A calculadora aparece de forma intencional, apoiando a exploração e a tomada de decisão. As perguntas orientadoras conduzem a reflexão, e o fechamento conceitual organiza o que foi aprendido.
Por isso, esses planos não ensinam simplesmente “como usar a calculadora”. Eles mostram por que, quando e para quê ela faz diferença.
Um bom plano de aula não é aquele em que a calculadora aparece.
É aquele em que a aprendizagem não aconteceria da mesma forma sem ela.
Algumas crenças ainda limitam esse uso consciente. A ideia de que a calculadora empobrece o aprendizado costuma surgir quando não há clareza de objetivo. Qualquer recurso, quando mal integrado, pode empobrecer uma aula — inclusive o método tradicional.
A separação rígida entre “pensar” e “calcular” também não se sustenta na prática. O pensamento matemático envolve estimar, decidir, testar e revisar; o cálculo é parte desse processo, não um estágio isolado.
E, muitas vezes, são justamente os alunos que enfrentam mais dificuldades que mais se beneficiam quando a tecnologia reduz barreiras operacionais e abre espaço para o raciocínio. O erro deixa de ser um fim e passa a ser um ponto de partida para aprender.
Se você quer trabalhar com a calculadora científica de forma coerente, intencional e alinhada à aprendizagem, o livro de planos de aula da Casio foi pensado para apoiar esse caminho.
Ele não oferece soluções prontas e engessadas, mas estruturas didáticas, exemplos reais e propostas que podem ser adaptadas à sua turma, ao seu tempo e ao seu contexto.
Você pode baixar gratuitamente o livro com planos de aula neste link:
🔗 https://edumaterial.casio-intl.com/resource/review/view/3085
Ensinar com tecnologia não é seguir um roteiro fixo.
É fazer escolhas conscientes, com apoio pedagógico.
E você não precisa fazer isso sozinho.
Mantenha-se atualizado com as últimas notícias e obtenha treinamentos e recursos da Divisão Educativa da Casio!
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Ana Cláudia Cossini Martins
Professora Especialista em Currículo (Física)
Secretaria de Educação do Estado de São Paulo
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Maria Regina Duarte Lima
Professora Especialista em Currículo (Matemática)
Secretaria de Educação do Estado de São Paulo
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Paula Roberta Pereira da Silva
Professora Componente Física
Secretaria de Educação do Estado de São Paulo