Como integrar a calculadora na sala de aula

CASIO Educação
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9 de setembro de 2024
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Tempo de leitura: 12 minutos

O que você acha de integrar a calculadora na sala de aula? Como trazer esse recurso a outras abordagens de ensino? Essas são reflexões cada vez mais presentes no cotidiano do professor.

Ao longo da prática docente, é comum buscarmos novas formas de tornar as aulas mais significativas, especialmente ao trabalhar conteúdos que podem ser explorados sob diferentes perspectivas — algébrica, geométrica e aritmética — como equações, inequações e funções. Nesse contexto, o uso de recursos variados pode enriquecer a aprendizagem e ampliar as possibilidades pedagógicas.

Um dos caminhos possíveis é a utilização de tecnologias em sala de aula. Esse uso, inclusive, é destacado na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que reconhece as tecnologias digitais como parte essencial do desenvolvimento das competências dos estudantes. O documento ressalta, por exemplo, o uso de ferramentas como calculadoras e planilhas eletrônicas para avaliar, comparar resultados, construir gráficos e apoiar a compreensão de conceitos matemáticos e estatísticos.

“Merece destaque o uso de tecnologias — como calculadoras, para avaliar e comparar resultados, e planilhas eletrônicas, que ajudam na construção de gráficos e nos cálculos das medidas de tendência central.”
(BRASIL, 2018, p. 274)

Ao falarmos sobre tecnologias na educação matemática, abre-se um verdadeiro leque de possibilidades. É possível trabalhar com situações contextualizadas ou não, explorar ambientes virtuais, transformar contextos reais em experiências digitais — como ocorre com a realidade aumentada — e incentivar a investigação matemática de forma mais ativa.

Nesse cenário, ganha destaque também a abordagem STEM, sigla em inglês para Science, Technology, Engineering and Mathematics (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Alguns autores a definem como um movimento, outros como uma abordagem pedagógica, mas seu principal objetivo é a integração dessas áreas do conhecimento de forma interdisciplinar. Essa perspectiva dialoga diretamente com a BNCC e pode ser trabalhada com o apoio de tecnologias, incluindo o uso da calculadora, como previsto na habilidade:

“Resolver e elaborar problemas que envolvam cálculos (…) com e sem uso de calculadora.”
(BRASIL, 2018, p. 300)

Quando observamos a matemática dentro da abordagem STEM, percebemos seu papel central na articulação entre diferentes áreas. Estudos apontam três grandes eixos de atuação: o desenvolvimento de competências do século XXI, a modelagem matemática e a formação para uma cidadania responsável, envolvendo temas como segurança financeira, prosperidade e consciência global.

Dessa forma, como mencionado no início deste artigo, as possibilidades se ampliam. A partir da abordagem STEM, é possível trabalhar de forma interdisciplinar, explorar a resolução de problemas, estimular o pensamento crítico e atender às diretrizes curriculares, ao mesmo tempo em que se incorporam recursos tecnológicos ao processo de ensino e aprendizagem.

Nesse contexto, a calculadora científica ClassWiz fx-991LA CW se apresenta como uma importante aliada. Com seus diversos recursos, ela permite elaborar, resolver, comparar e analisar resultados, apoiando o professor na construção de aulas mais dinâmicas, investigativas e alinhadas às demandas da educação contemporânea. Descubra a ClassWiz fx-991LA CW e explore novas possibilidades para o ensino de matemática clicando aqui.

Consulte também os materias: BNCC e o uso das tecnologias  – Casio Educação (casioeducacao.com.br) e BNCC e as calculadoras – Casio Educação (casioeducacao.com.br)

[1] TÍTULO ORIGINAL: The Role the mathematics in interdisciplinar STEM

 


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
MASS, K.; GEIGER, V.; ARIZA, M. R.; GOOS, M. The Role of Mathematics in interdisciplinary STEM education. ZDM – Mathematics Education. 
V. 51, n.6, p. 869-884, novembro, 2019. Disponível em: <https://link.springer.com/article/10.1007/s11858-019-01100-5>. Acesso em: 13 de set. de 2023.

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"Porque a BNCC não te diz como fazer. A BNCC diz que é importante que se use [calculadoras]. É importante que se leve para sala de aula as tecnologias, a calculadora ou uma planilha. Mas o como fazer, isso ela [a BNCC] não faz. O como fazer é o que a gente faz na Casio. "

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Ana Cláudia Cossini Martins

Professora Especialista em Currículo (Física)
Secretaria de Educação do Estado de São Paulo

"Ele [o estudante] precisa ter todo um conhecimento matemático para que ele possa inserir os comandos na calculadora. A medida que a gente vai trabalhando com esses comandos matemáticos, ele vai desenvolvendo o seu raciocínio lógico-matemático ."

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Maria Regina Duarte Lima

Professora Especialista em Currículo (Matemática)
Secretaria de Educação do Estado de São Paulo

"Eu fico ansiosa esperando cada formação, porque eu saio renovada e aprendendo mais a cada formação. Porque nós educadores somos eternos estudantes."

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Paula Roberta Pereira da Silva

Professora Componente Física
Secretaria de Educação do Estado de São Paulo