Calculadora científica: benefícios do uso em sala de aula

CASIO Educação
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18 de dezembro de 2023
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Tempo de leitura: 55 minutos

Calculadora científica em sala de aula pode ser uma ferramenta útil para apoiar o ensino de Matemática e de outras disciplinas. O desenvolvimento de recursos didáticos contribui para o aprendizado dos alunos e, quando utilizada de forma adequada e alinhada aos critérios curriculares nacionais, a calculadora ajuda o estudante a perceber a importância dos recursos tecnológicos na educação.

A calculadora comum atende a situações de menor complexidade e permite realizar cálculos matemáticos básicos, como adição, subtração, divisão e multiplicação. Quando as operações exigem conhecimentos mais específicos, pode ser necessário contar com um equipamento mais completo, que ofereça diferentes funções.

O ideal é que o professor saiba contextualizar as possibilidades da calculadora científica e associá-la aos conteúdos trabalhados, como potenciação, trigonometria e Matemática Financeira.

Neste artigo, apresentamos uma visão geral sobre a calculadora científica e os benefícios de utilizar essa ferramenta na sala de aula. Boa leitura!

O que é uma calculadora científica?

Desde a sua invenção, as calculadoras foram desenvolvidas e produzidas em diversos níveis de sofisticação. Embora os primeiros equipamentos não tenham sido projetados especificamente para fins educacionais, os modelos atuais foram aperfeiçoados ao longo dos anos para atender às necessidades da Matemática em diferentes etapas escolares.

Calculadoras científicas

Os modelos recentes foram aperfeiçoados para atender às necessidades da Matemática. Ao contrário das calculadoras aritméticas, as científicas podem representar números de diferentes maneiras, como decimais, frações e notação científica. Além disso, as versões modernas são desenvolvidas para oferecer uma experiência de uso acessível.

As calculadoras científicas podem avaliar funções matemáticas, como as logarítmicas, exponenciais e trigonométricas, e oferecer recursos de estatística elementar, como o cálculo de médias e desvios padrão. Também podem incluir funções para calcular raízes, gerar dígitos aleatórios ou encontrar permutações e combinações.

Esses recursos permitem que estudantes do Ensino Médio trabalhem com ideias matemáticas que vão além da aritmética. Algumas calculadoras científicas também são programáveis, o que pode oferecer oportunidades para explorar determinados conceitos matemáticos de outras maneiras.

Calculadoras científicas avançadas

As calculadoras científicas avançadas oferecem suporte numérico para grande parte da Matemática presente no currículo escolar. Entre os recursos que podem incluir estão a resolução de equações, a soma de séries, a aritmética matricial e sua inversão, operações com vetores, diferenciação numérica e integração.

Essas funções podem apoiar o trabalho de alunos e professores com uma gama ampla de conteúdos matemáticos, especialmente nos anos mais avançados do Ensino Médio e nos primeiros anos da graduação.

A partir da década de 1970, calculadoras começaram a ser adotadas em salas de aula de países desenvolvidos, como os Estados Unidos. Em 1975, o Comitê Nacional de Educação Matemática, conhecido pela sigla NACOME, publicou um relatório sugerindo que estudantes a partir da oitava série tivessem acesso aos equipamentos para atividades em sala de aula e avaliações.

Cinco anos depois, o Conselho Nacional de Professores de Matemática, ou NCTM, recomendou que os professores aproveitassem os recursos das calculadoras e as integrassem às aulas em todos os níveis escolares.

Calculadoras gráficas

As calculadoras gráficas normalmente incluem recursos presentes nas calculadoras científicas avançadas e também contam com uma tela gráfica, que permite representar e manipular outros elementos matemáticos.

Com uma calculadora gráfica, é possível exibir dados estatísticos, gráficos de funções, distribuições de probabilidade, objetos geométricos e seções cônicas. Esse tipo de equipamento tem sido utilizado em escolas de diversos países.

Ao longo do tempo, as calculadoras gráficas receberam recursos desenvolvidos para atender às necessidades dos alunos do Ensino Médio que estão aprendendo Matemática. Elas não são necessariamente ferramentas destinadas apenas a adultos ou a profissionais especializados.

Qual é a relação da tecnologia com as aulas de Matemática?

Nos últimos anos, houve um aumento no uso da tecnologia eletrônica em países desenvolvidos, tanto no ensino de Matemática nas escolas quanto nas universidades. Entre os argumentos para essa adoção está o potencial da tecnologia para apoiar o ensino e a aprendizagem da disciplina.

A existência, a versatilidade e o potencial desses recursos tornam possível e necessário reavaliar o que os estudantes devem aprender e quais são as melhores maneiras de ensinar. Um dos objetivos é melhorar a aprendizagem, ajudando os alunos a se envolverem com a experimentação e a exploração de ideias matemáticas.

Em um mundo cada vez mais conectado, calculadoras e computadores tornaram-se mais presentes nas salas de aula de diversos países. O uso da tecnologia na Matemática escolar também está relacionado à natureza das sociedades modernas, nas quais o acesso a ferramentas digitais é disseminado.

Isso sugere que as escolas têm um papel importante em garantir que os estudantes desenvolvam familiaridade e confiança no uso de ferramentas modernas. Dessa maneira, eles podem ampliar sua capacidade de participação na sociedade depois que saem da escola.

A alfabetização matemática inclui o uso de ferramentas matemáticas, tanto físicas quanto digitais. Isso abrange equipamentos, softwares e dispositivos de cálculo. Ferramentas matemáticas baseadas em computadores são comuns em locais de trabalho do século XXI e tendem a se tornar ainda mais presentes.

Com essas oportunidades, também se ampliam as possibilidades de raciocínio lógico, desenvolvimento e resolução de desafios no ambiente de trabalho, criando novas expectativas em relação à alfabetização matemática.

Além disso, calculadoras continuarão a ser usadas em avaliações como o PISA, sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estudantes. Como os itens do programa refletem problemas que surgem em contextos pessoais, sociais, ocupacionais e científicos, e as calculadoras são utilizadas nesses ambientes, a ferramenta é útil em algumas situações avaliadas pelo PISA.

Dificuldades e desafios

Diversos estudos investigam a aprendizagem de Matemática com o uso das tecnologias da informação e comunicação, conhecidas como TICs. Entre os recursos observados estão calculadoras científicas e gráficas, além de computadores conectados à internet, em diferentes níveis de aprendizagem.

As pesquisas analisam fatores como engajamento, motivação, tempo dedicado às atividades e aprendizagem, além dos desafios práticos de utilizar calculadoras e dispositivos de tecnologia da informação nas salas de aula.

Na década de 1990, poucos alunos usavam calculadoras e computadores nas escolas. Em alguns casos, a falta de uso foi atribuída ao custo dos equipamentos. Também é possível que muitos professores não tivessem formação profissional suficiente para utilizar esses recursos de forma efetiva em suas aulas.

O desenvolvimento profissional abrangente tem um papel essencial na formação de educadores e na integração da tecnologia ao ensino. Desde os anos 2000, profissionais da educação têm demonstrado interesse e promovido discussões sobre o uso das TICs nas aulas de Matemática, incluindo as vantagens e os desafios envolvidos.

Algumas pesquisas destacam efeitos positivos do uso da calculadora. Ainda assim, educadores encontram desafios para incorporar esses equipamentos ao currículo. Entre eles estão o custo das calculadoras científicas e a falta de familiaridade ou a resistência de professores que passaram muitos anos ensinando sem esses recursos.

A aplicação de dispositivos eletrônicos em sala de aula não significa necessariamente que eles serão usados de forma eficaz. Outro desafio é que, em alguns países, calculadoras gráficas e dispositivos conectados à internet não são permitidos em provas de Matemática e Estatística.

Alguns professores exigem que as memórias dos equipamentos sejam apagadas, prática que também ocorre em determinadas avaliações universitárias. Essas exigências podem gerar uma descontinuidade entre a aprendizagem e as avaliações, afetando o processo de ensino.

Qual é a relação entre as mudanças nas metodologias de ensino e o uso da calculadora científica?

Um dos principais desafios de qualquer escola é evoluir para acompanhar as mudanças do mundo e ajudar os alunos a adquirirem conhecimentos de qualidade. Assim, todos podem desenvolver seus projetos e aprender a conviver com os demais.

Para isso, a organização do currículo, a atualização das metodologias de ensino e a disponibilidade dos espaços precisam ser consideradas. Esse processo é complexo e importante, mas não há modelos predefinidos que garantam o sucesso de um ensino flexível, especialmente em uma sociedade altamente conectada.

O estudante como protagonista no seu aprendizado

Os professores podem utilizar diferentes métodos em sala de aula, como o ensino híbrido e tecnologias que ajudam a ampliar o engajamento e a atenção dos alunos. Essas formas de trabalho são complementares e podem ser escolhidas de acordo com os objetivos do educador.

Ao desenvolver e aplicar uma nova metodologia de ensino, é importante possibilitar que o estudante atue como protagonista do processo de ensino e aprendizagem. O professor deixa de ser a figura central da aula e a única fonte de conhecimento.

Em uma aula inteiramente expositiva, há mais chances de o aluno se distrair ou perder o fio do conteúdo. Em propostas que exigem sua participação, ele pode se envolver de forma mais intensa com a aprendizagem.

O importante é construir o conhecimento individualmente ou em grupos, respeitando os limites e as necessidades de cada estudante. O objetivo da metodologia ativa não é sobrecarregar o aluno, mas oferecer novas possibilidades para que aprenda e construa conhecimento de maneiras diferentes.

O papel da calculadora científica nesse processo

As calculadoras científicas são tecnologias pessoais. Seu tamanho reduzido e sua portabilidade permitem que os alunos as levem com facilidade para a sala de aula. Para explorar esse recurso, é importante que os estudantes possam utilizá-lo com frequência, e não apenas em situações pontuais.

No entanto, a disponibilidade da calculadora não significa, por si só, que seu uso será produtivo. Para que os alunos explorem ideias matemáticas, é necessário que tenham acesso ao equipamento, saibam utilizá-lo, recebam estímulos do professor para desenvolver atividades produtivas e encontrem apoio no currículo escolar.

Aplicações realistas da Matemática podem ser abordadas com dados obtidos pelos próprios alunos e outras informações reais, em vez de depender exclusivamente de fontes externas, como os livros didáticos. Com uma calculadora científica, os estudantes podem ser incentivados a reconhecer a relevância da Matemática no cotidiano.

Quais são os benefícios da calculadora científica para a vida acadêmica e profissional?

Mesmo que o uso da calculadora científica seja superficial durante o Ensino Médio, sua importância pode se refletir ao longo da vida acadêmica e profissional do estudante. Durante a fase escolar, ela pode ser utilizada em diferentes conteúdos, como determinação do pH e do pOH, trigonometria e funções logarítmicas.

O uso do equipamento em sala de aula pode apoiar a compreensão das disciplinas e despertar o interesse dos estudantes. No ensino de conteúdos mais sofisticados, ferramentas tecnológicas podem facilitar a aprendizagem de conceitos e a resolução de problemas.

Como os alunos têm acesso a calculadoras em diferentes dispositivos, inclusive celulares, é importante que a escola também os oriente sobre o uso desses recursos. Quando o primeiro contato com a calculadora científica acontece apenas na universidade, muitos estudantes podem não conhecer seu potencial ou podem utilizá-la de forma incorreta, o que pode afetar seu desempenho em avaliações que permitem o uso da ferramenta.

Maior capacidade de associação e interpretação de dados

A familiaridade com a calculadora pode contribuir para uma vida acadêmica mais proveitosa, especialmente para quem escolhe cursos na área de Ciências Exatas. Esses estudantes podem desenvolver maior facilidade para associar e interpretar dados e observar suas representações na calculadora.

Além disso, a ferramenta permite realizar cálculos com rapidez e precisão, o que pode colaborar para a aprendizagem. Com isso, as instituições de Ensino Superior podem formar profissionais mais preparados para atender às exigências da sociedade e contribuir para diferentes setores.

No mercado de trabalho, as empresas valorizam colaboradores com habilidades diversas e familiaridade com recursos tecnológicos. Desenvolver essa capacidade desde os anos iniciais da escola pode ajudar o profissional a se destacar e agregar valor às organizações.

Qual é a importância da tecnologia em um ambiente de aprendizagem?

As crianças de hoje crescem em um ambiente tecnológico, ao contrário de gerações que acompanharam a transição do mundo analógico para o digital. Por isso, em vez de simplesmente impedir o uso de novos métodos, a escola pode ensinar os estudantes a aproveitar os recursos disponíveis de forma produtiva.

Incentivar o uso responsável da tecnologia significa ajudar o estudante a ir além do papel de usuário desses dispositivos. A escola pode oferecer apoio para que ele também crie, explore e desenvolva sua inventividade.

Importância dos professores na integração da tecnologia

Os professores são fundamentais para o uso consciente das calculadoras nas escolas e precisam de apoio para garantir que os equipamentos sejam utilizados de maneira apropriada. Parte desse apoio pode ocorrer por meio de diferentes tipos de desenvolvimento profissional. Também é necessário produzir materiais que atendam às necessidades dos educadores em sala de aula.

Os professores precisam ter confiança no próprio uso da tecnologia antes de ajudar seus alunos. Por isso, as primeiras etapas da capacitação podem se concentrar no desenvolvimento de conhecimentos sobre a calculadora, antes de integrá-la aos assuntos discutidos em aula.

Um passo seguinte pode envolver a produção de materiais de exemplo, que devem ser adaptados ao currículo local. Eles podem ajudar os professores a orientar os alunos no uso das calculadoras científicas para aprender. Com o tempo, os educadores podem adaptar as atividades à realidade, às necessidades e aos interesses de suas turmas, contribuindo para mudanças mais amplas no currículo.

Em países em desenvolvimento, podem existir desafios específicos para oferecer apoio aos professores, como recursos limitados, disponibilidade de tempo, barreiras geográficas e materiais em idiomas que não são acessíveis a todos. Muitos dos materiais disponíveis, por exemplo, foram desenvolvidos em inglês.

As escolas podem ajudar os profissionais da educação a adaptar os materiais existentes à realidade e ao currículo local. Envolver toda a equipe nesse projeto permite reunir ideias e sugestões e organizar uma formação mais completa.

O uso de calculadoras mais completas deve se concentrar no desenvolvimento de conceitos matemáticos, e não apenas na realização de cálculos. Isso pode exigir mudanças importantes nas abordagens pedagógicas de alguns professores.

Usar uma calculadora científica para aprender, em vez de tratá-la apenas como um dispositivo que fornece respostas numéricas, exige uma mudança de postura pedagógica. Essa transformação pode ser difícil para alguns professores, o que torna importante oferecer atenção e apoio durante sua implementação.

Quais são os benefícios para os professores do uso da calculadora científica em sala de aula?

Ainda hoje, o uso da calculadora em sala de aula é questionado por professores, pais e estudantes. Uma preocupação comum é a possibilidade de que o uso do aparelho afete a capacidade de raciocínio dos jovens.

O uso de dispositivos tecnológicos pode levar alguns alunos a depender da calculadora até para operações simples. Nesse caso, cabe ao educador incentivar o uso consciente do equipamento e explorar os benefícios de sua utilização nas aulas.

O objetivo é mostrar que é possível utilizar uma calculadora científica em sala de aula com uma proposta bem fundamentada. Dessa forma, ela pode se tornar uma ferramenta pedagógica para o ensino da Matemática nas escolas.

Incentivo ao espírito de pesquisa

Com a calculadora científica, o professor tem à disposição um instrumento que pode apoiar o desenvolvimento de competências técnicas ligadas ao cálculo. Ela também pode ser utilizada como meio para facilitar e incentivar o espírito de pesquisa.

O aparelho pode ajudar a verificar resultados, corrigir erros e realizar autoavaliações. Também pode ser usado para observar regularidades matemáticas e estimular os alunos a investigar hipóteses.

Ao reduzir a sobrecarga com cálculos, a ferramenta pode ajudar os estudantes a concentrar a atenção nos valores obtidos, comparando e relacionando resultados. Assim, eles podem chegar a conclusões sem que a realização de contas adicionais ocupe todo o tempo da atividade.

Melhora da qualidade do ensino de Matemática

A calculadora científica oferece possibilidades para que o educador trabalhe a compreensão e a construção de conceitos, além do desenvolvimento do raciocínio lógico. Seu uso pode apoiar o entendimento de definições relacionadas a números inteiros, decimais, racionais e irracionais, séries, arredondamentos, aproximações, sucessões, convergências e médias.

O estudo da Matemática e de outras disciplinas envolve a análise de problemas e a busca por soluções. Nesse sentido, os dispositivos eletrônicos podem ser ferramentas úteis, e apresentar suas funções aos alunos pode apoiar o entendimento e a aprendizagem dos conteúdos.

A calculadora científica permite que os alunos explorem ideias numéricas, realizem experiências, desenvolvam conceitos e investiguem aplicações. Ao mesmo tempo, pode facilitar etapas da resolução de problemas. Quando utilizada com intenção pedagógica, contribui para ampliar as possibilidades de ensino e aprendizagem.

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"Porque a BNCC não te diz como fazer. A BNCC diz que é importante que se use [calculadoras]. É importante que se leve para sala de aula as tecnologias, a calculadora ou uma planilha. Mas o como fazer, isso ela [a BNCC] não faz. O como fazer é o que a gente faz na Casio. "

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Ana Cláudia Cossini Martins

Professora Especialista em Currículo (Física)
Secretaria de Educação do Estado de São Paulo

"Ele [o estudante] precisa ter todo um conhecimento matemático para que ele possa inserir os comandos na calculadora. A medida que a gente vai trabalhando com esses comandos matemáticos, ele vai desenvolvendo o seu raciocínio lógico-matemático ."

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Maria Regina Duarte Lima

Professora Especialista em Currículo (Matemática)
Secretaria de Educação do Estado de São Paulo

"Eu fico ansiosa esperando cada formação, porque eu saio renovada e aprendendo mais a cada formação. Porque nós educadores somos eternos estudantes."

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Paula Roberta Pereira da Silva

Professora Componente Física
Secretaria de Educação do Estado de São Paulo